Já parou para pensar na última vez que você ficou entediado?
#34
Talvez você não lembre…
Hoje, qualquer fila, sinal vermelho no trânsito ou refeição vira quase que o momento perfeito para puxar o celular…É quase automático, eu sei!
O tempo que antes seria gasto apenas olhando para o nada, observando o ambiente ou até pensando em algo novo, agora é ocupado por notificações, feeds, ver o que os concorrentes estão fazendo.. e pequenos estímulos parecem inofensivos, mas se somam e causam um estrago.
No fundo, isso também tem tudo a ver com vendas, pois se estamos sempre ocupados, e sem espaço para o tédio caímos na armadilha da execução automática:
mandar e-mails sem pensar
repetir o mesmo script mesmo dando errado
entrar em reuniões sem saber o motivo que faz o lead estar lá
E é justamente nesses momentos em que paramos para revisar uma ligação, repensar uma abordagem ou simplesmente ficar alguns minutos sem estímulo, que surgem os melhores insights para personalizar uma mensagem, identificar um padrão de objeção ou criar uma estratégia criativa de contato.
Vendas não é só volume, é também qualidade de pensamento…e essa qualidade nasce quando nos permitimos dar espaço para "o vazio".
Essa news está sendo escrita em base nesse vídeo abaixo, e é o tipo de reflexão que tenho conversado bastante com minha namorada e com amigos, e que, talvez, seja até um tópico que surja com mais força conforme vamos ficando mais velhos. rs
Qual é o sentido do vídeo?
Ele trata da importância de ficarmos entediados, e sinceramente? Não lembro a última vez que realmente me coloquei em uma situação de tédio ou de pouco ou nenhum estímulo, a não ser a de estudo, mas aí é outra história rs..
(meditação é algo que faço apenas a noite, mas já quero ajustar para durante o dia)
É até estranho, mas faz muito sentido quando paramos para pensar em como nos tornamos incapazes de simplesmente não fazer nada. Estamos sempre em contato com o celular, em mensagens, em ligações, sempre em busca de algum estímulo, por menor que seja.
Eu gostei dessa coisa que ele diz fala de não estar ocupado cognitivamente, que é simplesmente não ter nada para fazer!
Sei lá.. ficar sentado em algum lugar, sem ação, apenas com os próprios pensamentos. Isso me fez lembrar de crianças que já não conseguem mais brincar com um simples tubo de papel higiênico, imaginando que aquilo possa ser um carro, um foguete ou um edifício. Hoje, para muitas delas, aquilo é só papelão descartado…a imaginação acaba porque há sempre algum recurso pronto, algum estímulo externo.
E isso, de certa forma, limita a criatividade… e ser criativo é uma BAITA FERRAMENTA PRA VIDA!
Um dos pontos interessantes do vídeo foi a citação de um experimento em que as pessoas foram colocadas em uma sala sem nada para fazer, a não ser apertar um botão que dava um pequeno choque.
Adivinha o que aconteceu?
Muitas delas preferiram levar o choque a ficar sem estímulos. Isso mostra como é difícil lidar com o tédio, porque ele frequentemente nos leva a questionamentos existenciais e nem sempre estamos dispostos a encará-los.
Outro ponto que me pegou foi sobre como não conseguimos esperar nem 15 segundos no semáforo sem puxar o celular do bolso, e é aí que entra uma ideia central: precisamos criar “protocolos de tédio".
Regras pessoais que nos ajudem a, intencionalmente, ter momentos sem estímulos. Pode ser reservar 15 minutos por dia para não fazer nada, não levar o celular para a academia, não escutar podcast durante certas atividades, ou simplesmente almoçar sem olhar para telas.
O protocolo que ele usa, por exemplo, é:
não mexer no celular depois das 19h (eu mesma faço algo parecido, mas pela manhã, e depois das 21h (mas da pra melhorar rs)
não usar celular durante as refeições (pessoalmente eu acho feio ver mesas cheias de pessoas almoçando e, ao mesmo tempo, presas às telas. Confesso que, quando estou sozinha, muitas vezes sinto a tentação de pegar o celular e sempre penso: não consigo ficar nem 20 min sem conferir se algo aconteceu?)
Ter momentos rápidos de uso de redes
E vocês sabem que esse “estar constantemente ligado” tem um nome, né? Vício.
Outro ponto que o vídeo trouxe é a forma como usamos redes sociais. Não precisamos estar atualizados a cada segundo sobre o que está acontecendo no Instagram, no Twitter ou no noticiário.
Grande parte dessas informações é irrelevante. Essa constatação me fez refletir: quando foi a última vez que fiquei, de fato, entediada? Sem nenhum estímulo, só com papel, caneta e pensamentos? É um hábito que tenho logo ao acordar, mas que poderia fazer com mais frequência, principalmente em outros momentos do dia.
Como disse no início: vendas não é apenas sobre volume de atividades, mas sobre qualidade, e essa qualidade só aparece quando a gente aprende a valorizar o espaço para pensar e transformamos esse tédio em terreno fértil para ideias melhores.
Fica aqui o convite: assista ao vídeo, reflita, e crie seus próprios protocolos. Eles são importantes não só para descansar a mente, mas para realmente absorver conhecimento e abrir espaço para novos pensamentos.
Obrigada pela leitura e até a próxima terça!
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E se você quiser conferir meu último no vídeo no YouTube, ta na mão:

